quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A prestidigitação das palavras.

Tudo que um autor pode fazer com sua ideia é embaralhar e embaralhar até o leitor achar que ela desapareceu.


É assim que eu penso, mas acho que essa frase não é minha porque na verdade já escutei algo parecido com artistas ou diretores. De um jeito ou de outro pego um filme que muitos devem conhecer, Rocky.

No começo do filme todo mundo sabe que vai haver uma luta em que tudo está em jogo. Mesmo assim todos torcem por Rocky. E de um jeito ou de outro gerou 7 franquias. Porque? Acho que artisticamente falando só vale a pena falar dos I e II, até porque o I foi pensado, produzido e co-dirigido pelo então desconhecido Silvester Stalone. O II também, mas então já era conhecido.
O Fato é que Rocky é um homem simples, um cidadão comum, sem nenhum talento particular que deu a sorte, ou azar, de ser branco. Por ser pobre e sem educação não tinha outra perspectiva se não lutar. E tudo é difícil pra ele, trabalho, treino (que só pode fazer no açougue ou correndo na rua), convencer Mickey a treina-lo, conquistar Adrian, aguentar os socos de de Apollo e até conseguir a benção do padre. Mas tudo isso são obstáculos que o público pula junto Rocky E chega na luta final.

Meu livro acho que compliquei um pouco mais:

Primeiro que acho que um trabalho importante foi a parte tecnológica espalhada pelo livro todo. Eu fiquei um pouco decepcionado comigo pelo fato de alguns leitores acharem essas partes como um obstáculo. Eu tentei deixar o mais light que pude, mas para ser realista com tecnologia, para não ser uma varinha de condão em que de repente tudo funciona, tive que entrar em detalhes. Alias, sugiro para futuro leitores que se você não for um fã de tecnologia para ler sem se preocupar tanto com os detalhes, pois as tecnologias são isso mesmo, tecnologias! máquinas, programas, procedimentos.

Em segundo lugar fico contente com algo que foi muito difícil que foi a narrativa vai e volta. Pelos leitores atuais eu vejo que funcionou. Essa narrativa era muito importante porque na verdade é uma iteração para um ponto. Os dois caminhos, tanto no passado quanto no futuro convergem para um mesmo significado e é isso que da sentido ao final. Mas no final temos a exploração de planetas comparada com a exploração da sociedade.

Acho que não há mais complicações que isso, mas mesmo assim, aparentemente, consegui criar um suspense bom que interessa o leitor até o final.


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