sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Arquipélago do credo

As idéias desse capítulo vêm de que as regiões mais fundamentalistas de cada religião acabam se isolando.
Também Arthur C. Clark fala que existem mais estrelas no universo que fantasmas na Terra, então seria possível que todos fossem donos de seus próprios mundos.
Então eu imaginando que um dia encontraremos uma região no espaço cheias de planetas habitáveis, o que imaginei sendo duas galáxias se fundindo, o que levaria milhões de anos para acabar, cada planeta poderia habitar uma religião fundamental que não aceita discussões.
Obviamente eu poderia explorar mais, mas só quis colocar o conceito por necessidade de tamanho de texto. Também, explorar um mundo 100% cristão seria um tema, outro 100% Islâmico seria outro e assim por diante. Não era a proposta.
Também não queria desenvolver essas sociedades, apenas, digamos, os "departamentos internacionais", que por necessidade conversariam com outros planetas. Para resumir isso que criei a Capitã Bismark, que inicialmente nas primeiras concepções seria homem, que investigando Adam contaria essa história.
A briga com ela, a fuga de Adam, a traição para o lado dos religiosos e a fuga dessa galáxia foram amplamente detalhadas e refeitas até ficar aceitável. Mas ficaram muito técnicas. Acho que o conceito por si só está explicado e é o que é importante.
A traição para o lado religiosos em si de uma certa forma amplia a separação de Adam com o "sistema da humanidade". Também essa humanidade começa a se resumir no Controle da Terra. Mas existe um conflito que não havia pensado antes:
Tecnicamente uma Religião é um sistema de controle humano. E para se rebelar, ou se separar do sistema vigente, se apoia em outras formas de controle sejam antigos, puros ou simplesmente diferentes. O que isso representa? Agora pensando penso que o espírito foi a pluralidade. Mas pode ser um tipo de "eterno retorno" em que a necessidade por controle é inescapável e natural. Também pode ser um tipo de balanceamento com o capitulo anterior que ofereço uma crítica mais clara. Pois no fundo acho religião um parte importante da humanidade, que deve ser representada, mas que não quero que seja o cerne da minha discussão.
Uma nota importante: Quando me refiro a pureza me refiro à pureza Alemã, de Kant. Esqueça o sentido de bondade. Eu quero remeter ao cerne, Ao objeto em si sem concessões, misturas, contaminações, opções, braços, incrementos, mudanças ou transformações. Porque? Por que no fundo o livro é sobre propósitos, mas num mundo tecnológico ultra computacional não haveria o inicio de um conceito imperfeito a ser aperfeiçoado ao longo do caminho, o conceito seria perfeito a priori. e as consequências inegociáveis.
Neste capítulo a primeira parte foi inteiramente nova, quando Adam entra numa nave morta. Inicialmente eu colocaria um conflito com Heitor que deixaria uma questão se o robô estaria contra Adam ou não. Mas essa parte foi inteiramente cortada. Mas eu já havia imaginado que num mundo de pluralidades que se isolam haveria um comercio intenso. Que pensei inclusive em explorar alguns piratas espaciais. Mas fez sentido que a base de Bismark eventualmente mataria a todos. e me daria um mistério interessante mantendo o aspecto de solidão.


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