sábado, 15 de outubro de 2016

Exodus

Boa tarde,

O capítulo de Exodus é um novo da última versão. Inicialmente seria apenas na nave detalhando o relacionamento entre Adam, Bismark e o robô. A ideia a colisão de mundos, ou a colisão entre habitantes de dois mundos. Inclusive acho que esse foi o primeiro título. Um representa o Status quo e outro a mudança.  O robô está ausente. Mas como na primeira versão Adam tem uma desconfiança com o robô e não sabe se deve aciona-lo, mas o último dilema depende do robô, seria algo como a percepção humana em relação à tecnologia e ciência, quando as populações se desesperam a não confiam nos resultados.
Recentemente em conversas obtive uma opinião que corrobora esse ponto de vista: o fundamentalismo tende a surgir com o surgimento de novas tecnologias, por que a ignorância e incerteza em relação a novos conhecimentos faz as pessoas a buscarem o contraponto ao novo: Os fundamentos. Então as sociedades se polarizam em extremos até o conhecimento ficar comum.
Achei interessante.
Voltando ao que foi escrito, esse capítulo apresentava falhas diferentes. Não era tão técnico nem tão longo, mas eu precisava passar uma necessidade de atitudes sub reptícias pelas duas partes. Mas o fato é que ficou confuso e o desfecho meio desconexo, por que Adam toleraria torturas até se ver livre.
Eu acabei encurtando o capítulo por se mais direto, e o planeta Exodus, que é sim uma clara referencia bíblica,   Atende a duas necessidades: Marcar a narrativa em planetas e mostrar um pouco de como seriam essas sociedades. Mas não entrei muito adiante, pois descrever mais seria entrar numa ceara de desenvolvimento tecnológico permitido pelas religiões e como isso mudaria as sociedades dentro do permitido por cada religião. Acho inclusive que esse seria um tema interessante, só não é o que eu queria falar neste livro.
Neste ponto também fica mais claro a regressão evolutiva das sociedades. Esse foi um conceito que fez sentido ao longo do livro. Existirá o risco em novas colonizações das populações retornarem às formas de produção que conhecem dado medo e incerteza. Por exemplo na colonização das Américas, a priori só se praticava extrativismo e agricultura.Para todo o resto era uma terra sem lei que os colonizadores se apegavam à religião.
Por final a história ao longo do arquipélago precisava de um desfecho e pontos de vista diferentes dos controladores. Os religiosos estarem em paz apenas nas suas salas de comunicação "internacional", mas manipularem as religiões para inclusive vingança livra o leitor de achar que algum dos lados tem uma ética absoluta ou resposta ou bondade. (SPOILER) O fato de disfarçarem Bismark de um messias que todas as partes envolvidas sabiam ser falso permite ao leitor entender que o controle religioso ou tecnológico são apenas modos humanos, com características semelhantes e orientações diferentes. Mas em essência falhos por criar um ambiente artificialmente controlado.
Deste ponto o leitor pode abraçar as incertezas, o estranho, o estrangeiro.

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