sábado, 1 de outubro de 2016

Sobre alguns personagens

Ola novamente,

Eu já falei um pouco de Bastian, mas acho interessante contar mais um pouco sobre ele e outros. Bastian é o personagem mais perverso do livro. Também é frustrado porque teve todos os seus méritos reconhecidos, mas alem de ser geneticamente inferior ao seu amigo, o governo teria trabalhado para isola-lo. Ele teria sido um dos grandes componentes da Renovação a qual Kréshn teria tomado seus louros e assumido o controle político da Terra através da gestão dessa inovação.

Falando de Kréshn, inicialmente ela era um personagem homem chamado Kreman. Eu admito que a única mulher realmente pré-programada para estar no livro foi Christine. Mas no meio de uma das revisões vi um TED talk em que o palestrante falava de uma lei para saber se sua história empodera as mulheres, assim por dizer. Seriam:

-Há outra mulher alem da mocinha na história?
-Se há, elas falam entre si?
-Se sim, é sobre o herói masculino?

Meu livro não atendia a nenhum desses critérios.

E eu achei um absurdo da minha parte porque inclusive são regras bem claras e simples de se seguir. Eu pensei então eu criar alguns romances lésbicos ou outras linhas atuação para Christine. Mas o livro não teria nada haver com isso e eu já estava tentando cortar histórias.

O que fiz foi mudar dois personagens masculinos para femininos. Kreman viraria Kréshn e Florian Bismark se tornaria Floriane Bismark.

Kréshn foi interessante. Minha revisora gostou tanto que chamou ela de "a mãe dos homens". Acho que realmente ficou bom. De um "homem branco político típico" se tornou uma mulher obstinada que supera suas fragilidades com garra, e um certo tom de insegurança.

Bismark foi o mais difícil. Eu queria um guerreiro. alguém letal. E realmente não acho que em termos de duelos físicos que muitas mulheres podem ser páreas para homens lutadores. Claro, ginastas, lutadoras de UFC entre outros poderiam sim e também numa realidade de ultra tecnologia não seria problema. Mas a personalidade de uma guerreira acabou encaixando muito bem em termos de ataques espaciais.

Por último Christine. Se você não me achava machista antes, provavelmente vai achar agora. Christine é o nome de uma atriz porno que achei bonita. Mas a figura que mais me inspirou a imaginá-la foi a a personagem do filme 1984 Júlia, representada pela atriz Suzana Hamilton. na face elas não se parecem na minha mente, a face seria mais como a Dorothy do mágico de Oz interpretada por Judy Garland. Mas a postura de Júlia seria a mesma de Christine.

Em termos de personalidade essa foi uma personagem que sofreu muitas alterações. Eu imaginava que para alguém que já vivia com alguém a décadas, apesar da aparência jovem, teria uma personalidade de idosa chata, mas que a renovação lhe daria energia que a faria evoluir de birrenta para feroz. E essa ferocidade confundia o leitor no sentido de que como ela amava Adam se estava sempre brigando? Uma das cenas dela que eu mais gostava e cortei foi quando ela quebrou um cálice de champanhe na cara de Adam. 

Então ela acabou se tornando determinada, forte, comandante e decepcionada. (SPOILER) Adam sempre escolhe a sua missão ao invés dela, sendo que ela faz o oposto, manipula suas missões para seus interesses. Por mais que isso pode passar uma submissão, essa característica leva a um dos cernes do livro, em que o condicionamento que as pessoas sofrem poderia ser quebrado, se percebessem um propósito melhor ou maior.

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